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	<title>Bruno Galera &#187; Viagem</title>
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		<title>Estátuas Escritas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 11:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive em Dresden duas vezes, mais precisamente em 2007 e 2009. Da primeira vez, apenas uma noite num albergue enquanto descíamos de Berlim até o sul da Alemanha. Ainda assim, foi impactante o suficiente para voltarmos dois anos depois, ficando &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2011/11/estatuas-escritas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive em Dresden duas vezes, mais precisamente em 2007 e 2009. Da primeira vez, apenas uma noite num <a href="http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Lollis-Homestay/Dresden/1451">albergue</a> enquanto descíamos de Berlim até o sul da Alemanha. Ainda assim, foi impactante o suficiente para <a href="http://brunogalera.com/2009/07/primeiras-impressoes-de-dresden/">voltarmos dois anos depois</a>, ficando quase um mês entre idas e vindas a outras cidades.</p>
<p>Pensei em Dresden vendo um <a href="http://brunogalera.com/2006/11/o-espanta-diabo/">post antigo sobre estátuas de escritores</a>, mas que contava com alguns monumentos meio&#8230;estranhos, especialmente considerando a origem do autor homenageado e o país onde o monumento foi plantado.</p>
<p>Pois bem: não tem nada de inusitado, mas existe <a href="http://www.flickr.com/photos/stpetrenz/5689744612/in/photostream">uma bela estátua do Dostoievski em Dresden</a>. Na verdade ela faz todo sentido, já que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fi%C3%B3dor_Dostoi%C3%A9vski#Carreira_liter.C3.A1ria_tardia">o escritor correu para lá com a mulher fugindo de credores russos</a>. Existe <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Omsk_Dostoyevskiy_Monument.jpg">uma outra bem mais altiva</a> em Omsk, mas gosto desse ar grave e um tanto mais consternado impresso na variante germânica. Claro que é a imagem clichê que se faz dele, atormentado até os ossos, mas me parece uma expressão um pouco mais autêntica do que o puro e simples ar divino. OK, talvez nem tão simples.</p>
<p>Tenho certa resistência com esculturas em geral, mas de alguma maneira as que retratam escritores me fascinam. Parecem sempre fora de lugar.</p>
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		<title>Falando em Praga</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 19:49:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Praga vista de cima Praga é uma belíssima cidade com mais carga histórica do que qualquer um pode desejar. Os prédios, gigantescos e esplendorosos; a comida e a cerveja, sensacionais e bastante baratos, levando-se em conta a média européia. É &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2009/07/praga/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;">
<dl id="attachment_1562" class="wp-caption aligncenter" style="width: 471px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-1562 " title="Praga" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/07/P1040004.JPG" alt="Praga vista de cima" width="461" height="346" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Praga vista de cima</dd>
</dl>
</div>
<p>Praga é uma belíssima cidade com mais carga histórica do que qualquer um pode desejar. Os prédios, gigantescos e esplendorosos; a comida e a cerveja, sensacionais e bastante baratos, levando-se em conta a média européia. É um destino imperdível, ponto.</p>
<p style="text-align: left;">No primeiro dia, fazia um calor de Porto Alegre no seu auge: trinta e tantos, mas com uma umidade que te faz transpirar só de botar o pé na rua. Tudo ficou mais ameno depois de uma chuvarada que vimos se formar nos altos do imenso castelo e da catedral cravados no topo da cidade medieval.</p>
<p>Ficamos num <a href="http://www.littletownhotel.cz">excelente albergue</a> bem no meio do centro histórico, a uma distância ridícula dos principais pontos de interesse turístico. Tudo coberto nos dois primeiros dias, com viajantes de todas as nacionalidades imagináveis apinhando as ruas, restaurantes e monumentos. Algumas vezes era dureza de se locomover, com tanta gente e flashes pipocando de todos os lados. A capital tcheca é atualmente um dos destinos mais visados da Europa. É quase impossível dobrar uma esquina sem ouvir alguém falando português.</p>
<p>Tivemos a sorte de encontrar uma exposição do <a href="http://www.whitecube.com/artists/hirst/">Damien Hirst</a> na não menos fabulosa galeria <a href="http://www.galerierudolfinum.cz/">Rudolfinum</a>. O prédio é inacreditável, com salas gigantescas e um silêncio aterrador. Sempre quis conferir de perto o trabalho do Hirst, que é ultra hypado atualmente e meio polêmico com seus <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Physical_Impossibility_of_Death_in_the_Mind_of_Someone_Living">bichos dentro de tanques de formol</a>. A realidade superou minha expectativa, e saí extasiado. Considero que tenha sido uma das melhores coisas que já vi em arte contemporânea, junto com o <a href="http://www.jorgemacchi.com/">Jorge Macchi</a> (que esteve na Bienal do Mercosul).</p>
<p>Respeitei o legado de Kafka e não aceitei entrar em nenhum dos dois museus dedicados a ele. Cheguei a pisar na entrada de um deles, mas farejei o embuste em tempo hábil de não torrar minhas preciosas <a href="http://www.easyprague.cz/eecera2007/download/images/money.jpg">korunas</a> em caça-níqueis do tipo. É sempre bom  estar atento às armadilhas para turistas: na dúvida, caminhe aleatoriamente e sem rumo por cinco horas seguidas e estará se divertindo o suficiente.</p>
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		<title>Primeiras impressoes de Dresden</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 11:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[desden]]></category>

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		<description><![CDATA[Insisto em comparar, o tempo todo. Essa é uma mania terrível que tento evitar ao máximo. Filmes, artes plásticas, cidades: sempre tento achar um correspondente ou oposto completo, num exercício inconsciente de tentar me situar. Tentei fazer isso com Dresden &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2009/07/primeiras-impressoes-de-dresden/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Insisto em comparar, o tempo todo. Essa é uma mania terrível que tento evitar ao máximo. Filmes, artes plásticas, cidades: sempre tento achar um correspondente ou oposto completo, num exercício inconsciente de tentar me situar. Tentei fazer isso com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dresden">Dresden</a> desde que cheguei, mas por minha sorte tenho fracassado bastante.</p>
<p>Chutei mentalmente que a cidade devia ter uns 700 mil habitantes. Na verdade, sao um pouco mais de 500 mil, nessa que é a capital da província da Saxônia.</p>
<p>Uma monarquia forte reinou por aqui durante um bom tempo, o que é sentido em todos os prédios históricos absurdamente gigantescos, com seus motivos romanos. É humilhante lembrar de qualquer monumento considerado grande no seu país quando se está na Alemanha. Nem em Londres me lembro de ficar tao oprimido, isso que aqui nao tem um décimo da populacao de uma megalópole do tipo.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1553" title="P1030363" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/07/P1030363.JPG" alt="P1030363" width="410" height="307" /></p>
<p>Sobre a relacao habitantes versus cosmopolitismo, alguns dados observados até aqui mostram o quanto é triste comparar. Vindo do aeroporto (umas três vezes maior que o Salgado Filho, numa cidade três vezes menor), comecei a notar o cenário um pouco mais calmo do que lembrava quando estive por aqui em 2007.  Pensei <em>maldicao, se quiser ter acesso a X e Y, serei obrigado a  ir a Berlim</em>. Nao só o transporte é igual ou até superior (trem, bonde, ônibus, táxi), mas a oferta de restaurantes, lojas e tecnologia tem exatamente o mesmo nível impressionante. Um exemplo claro é a <a href="http://www.saturn.de">Saturn</a> daqui, que só com eletrônicos é provavelmente o triplo de uma FNAC da vida. Gastei uma hora ontem só para olhar por cima meia dúzia de departamentos.</p>
<p>Na parte da calmaria, é covardia perceber que nenhum carro buzina. Nunca. E Dresden tem um transporte público notável  (24 euros um passe semanal  com direito a tudo, quantas vezes quiser). Mesmo assim, há  muitos carros, mas ninguém toca o horror. Ouvi um que outro magal passando, mas provavelmente era um dono de um Kebab que tem uma Lamborghini. Entendo.</p>
<p>Agora no verao,  tem anoitecido lá pelas 22h. Saímos ontem para sentar na beira do Elbe e tomar umas cervejas. Centenas de pessoas,  de todas as idades, atiradas em cima da grama fazendo o mesmo. Com câmeras caríssimas, bicicletas e tudo mais. O fato disso acontecer numa segunda-feira qualquer e, de absolutamente ninguém ter preocupacao alguma com sua integridade física por estar num descampado escuro, me deixa meio triste, até. Se eu estivesse na  mesma situacao perto da Redencao, provavelmente eu já me consideraria morto. E quando aqui se acha um lugar deserto que eventualmente poderia causar algum  desconforto, eis  que surge um velho de 90 anos usando duas bengalas esperando o bonde do outro lado, sem qualquer vestigio de estar sendo rondado por qualquer tipo de perigo. A tranquilidade oprime, ninguém se importa com nada.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1554" title="P1030456" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/07/P1030456.JPG" alt="P1030456" width="410" height="307" /></p>
<p>Nao me iludo que nada de terrível acontece por aqui. Há uns dias, um cara matou com 18 facadas uma mulher dentro dum tribunal. E essa regiao é bem conhecida por problemas com neonazistas e todo tipo de tensao etnica. Uma bomba pode explodir numa estacao e matar uma galera. Mas a chance disso acontecer é ínfima comparada  à possibilidade de te assaltarem com uma arma na cabeca em plena luz do dia em Porto Alegre (acho que isso já aconteceu com uns 15 amigos meus, fora conhecidos). Terror tem em toda parte, mas é  bem diferente quando é uma rotina que  precisamos integrar aos nossos dias.</p>
<p>Para terminar este relato de forma mais amena,  declaro que nada é mais genial do que o <em>pfand</em> cobrado em estabelecimentos de toda a Alemanha. Quer tomar uma cerveja num Biergarten ou supermercado? Pague o valor do copo, também. Isso te dá o direito de beber num recipiente decente e levá-lo para onde bem entender. Quer o dinheiro de volta? Coloque o copo no balcao e era isso. Coisas simples como essa têm de ser IMPOSTAS para funcionar, e nao debatidas com a populacao durante 16 anos. Algum preguicoso  ou mau caráter sempre vai achar que está tendo sua liberdade restringida, mas sao de pequenas leis e cedendo-se a favor dos outros que se faz uma sociedade um pouco mais educada.</p>
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		<title>Conexão germânica</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 20:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Sairei de férias, depois de quase dois anos. Embarco para Dresden nesse sábado, dia 11, e volto só em agosto. Provavelmente aproveitarei bastante: além de reencontrar a Júlia, espero poder tomar muita cerveja não filtrada em garrafas de rolha, comer &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2009/07/conexao-germanic/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1544" title="Dresden" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/07/dresden-page-river-elbe-nig-300x200.jpg" alt="Dresden" width="300" height="200" /></p>
<p>Sairei de férias, depois de quase dois anos.</p>
<p>Embarco para <a href="http://www.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=dresden+germany&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=54.621153,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;z=11&amp;iwloc=A">Dresden</a> nesse sábado, dia 11, e volto só em agosto. Provavelmente aproveitarei bastante: além de reencontrar a <a href="http://juliaberenstein.org/blog">Júlia</a>, espero poder tomar muita cerveja não filtrada em garrafas de rolha, comer dönners por um euro e salsichas brancas, andar tranquilamente na rua à noite sem me preocupar com nada e, se possível, dar uma chegadinha honesta em Praga que, como diria Fernando Vanucci, é logo ali.</p>
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		<title>Jardins</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 16:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[haifa]]></category>
		<category><![CDATA[israel]]></category>
		<category><![CDATA[jardins]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi uma matéria no Jornal Hoje sobre a cidade de Haifa, em Israel. Sempre tive vontade de conhecer o país, mas os tais jardins Baha&#8217;i (19, no total) me deixaram muito impressionado. Essas milhares de plantas em camadas nos morros, &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2009/06/jardins/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1532" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1532" title="haifa-garden" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/06/haifa-garden-300x225.jpg" alt="Visão do topo de um dos 19 jardins de Haifa" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Visão do topo de um dos 19 jardins de Haifa</p></div>
<p>Vi uma matéria no Jornal Hoje sobre a cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Haifa">Haifa</a>, em Israel. Sempre tive vontade de conhecer o país, mas os tais<a href="http://travel.webshots.com/album/505319785IBUBFK"> jardins Baha&#8217;i</a> (19, no total) me deixaram muito impressionado. Essas milhares de plantas em camadas nos morros, com uma cidade enorme lá embaixo quase caindo dentro do mar, me parecem uma visão espetacular digna de ser conferida.</p>
<p>O <a href="http://www.ganbahai.org.il/en/">site oficial</a> tem mais informações. É um destino mega turistóide que ainda assim parece valer muito a pena.</p>
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		<title>Valor agregado</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 11:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[berlim]]></category>
		<category><![CDATA[europa]]></category>

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		<description><![CDATA[Viajarei para a Europa novamente. Encontrarei minha esposa por lá no meio do ano. Uma coisa que me incomoda um pouco é a reação da maioria das pessoas. Alemanha? Ui, que chique. Acho estranho tanta gente associar viagens internacionais a &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2009/02/valor-agregado/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-19" title="Berlin" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/02/berlin_lge.jpg" alt="Vista do rio Spree, em Berlim" width="450" height="672" /><p class="wp-caption-text">Vista do rio Spree, em Berlim</p></div>
<p>Viajarei para a Europa novamente. Encontrarei minha esposa por lá no meio do ano. Uma coisa que me incomoda um pouco é a reação da maioria das pessoas. <em>Alemanha? Ui, que chique</em>.</p>
<p>Acho estranho tanta gente associar viagens internacionais a gastos exorbitantes. É uma reação natural, perfeitamente admissível. No entanto, não resiste a uma análise um pouquinho mais ponderada. Sem números, só conceitos e alguns fatos.</p>
<p>Primeiro: algumas vezes é mais caro viajar para o nordeste do Brasil, saindo do Rio Grande do Sul, do que ir a Miami, por exemplo. Faça as cotações. Se você viajar fora de temporada, lá por outubro, ficará surpreso em ver a diferença absurda no preço dos bilhetes. Pode custar a metade do que o mesmo trecho vale em dezembro, por exemplo. Se comprar com uns seis meses de antecedência, então, nem se fala. Isso é algo importante a se considerar quando se vai sair do país.</p>
<p>Segundo: tenho certeza absoluta que 90% das pessoas gastam mais passando férias em Santa Catarina do que eu gastarei em outro continente. Se alugar uma casa em alta temporada, então, nem se fala. Claro, depende-se de hotéis baratos e gentileza alheia para não deixar todas as posses no Velho Mundo. Hospedagem é sempre a fatia mais cara de uma empreitada dessas, por isso ter contatos quentes e indicações prévias pode cortar seus custos dramaticamente.</p>
<p>Numa outra analogia que expus a um amigo, é mais ou menos o seguinte: pode-se gastar 50 reais num boteco fuleiro tomando cerveja podre e comendo porcaria, enquanto se gasta  27 reais num bar chique tomando só Guinness e Eisenbahn. Óbvio, não é a mesma quantidade avassaladora de álcool do primeiro caso, mas é só para ilustrar como às vezes se deixa de fazer algo de antemão porque é &#8220;caro&#8221;.</p>
<p>Como quase tudo na vida, é uma questão de prioridades. Se você se sente feliz gastando 5000 reais em uma quinzena em Capão da Canoa, ótimo. Só não deixe de fazer coisas que você quer por ranço prévio ou por achar que é coisa de gente milionária. É possível que você esteja cometendo um grande equívoco.</p>
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