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	<title>Bruno Galera &#187; Literatura</title>
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		<title>Habitante Irreal</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 23:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Terminei de ler Habitante Irreal, último livro de Paulo Scott, dentro do avião que me trazia de volta para Porto Alegre depois de um fim-de-semana de peregrinação artística por São Paulo. Os dois fatos pouco ou nada se relacionam, &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2011/12/habitante-irreal/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2011/12/capa-habitante-irreal-trc3aas.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1667" title="Habitante Irreal" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2011/12/capa-habitante-irreal-trc3aas-195x300.png" alt="Habitante Irreal, de Paulo Scott" width="195" height="300" /></a></p>
<p>Terminei de ler <a href="http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1062">Habitante Irreal</a>, último livro de Paulo Scott, dentro do avião que me trazia de volta para Porto Alegre depois de um fim-de-semana de peregrinação artística por São Paulo. Os dois fatos pouco ou nada se relacionam, mas de alguma forma estar em trânsito pareceu ampliar o impacto da narrativa consideravelmente.</p>
<p>Já tive tempos mais propensos a resenhas de araque, então apenas me limitarei a recomendar que leiam. Scott escreve muito, e é muita sorte poder ter acesso a um autor tão instigante e talentoso.</p>
<p><em>[Há <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/resenha/‘habitante-irreal’-desabou-entre-nos-um-livraco">um bom texto sobre Habitante Irreal</a> no blog do Sérgio Rodrigues]</em></p>
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		<title>Estátuas Escritas</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 11:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive em Dresden duas vezes, mais precisamente em 2007 e 2009. Da primeira vez, apenas uma noite num albergue enquanto descíamos de Berlim até o sul da Alemanha. Ainda assim, foi impactante o suficiente para voltarmos dois anos depois, ficando &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2011/11/estatuas-escritas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive em Dresden duas vezes, mais precisamente em 2007 e 2009. Da primeira vez, apenas uma noite num <a href="http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Lollis-Homestay/Dresden/1451">albergue</a> enquanto descíamos de Berlim até o sul da Alemanha. Ainda assim, foi impactante o suficiente para <a href="http://brunogalera.com/2009/07/primeiras-impressoes-de-dresden/">voltarmos dois anos depois</a>, ficando quase um mês entre idas e vindas a outras cidades.</p>
<p>Pensei em Dresden vendo um <a href="http://brunogalera.com/2006/11/o-espanta-diabo/">post antigo sobre estátuas de escritores</a>, mas que contava com alguns monumentos meio&#8230;estranhos, especialmente considerando a origem do autor homenageado e o país onde o monumento foi plantado.</p>
<p>Pois bem: não tem nada de inusitado, mas existe <a href="http://www.flickr.com/photos/stpetrenz/5689744612/in/photostream">uma bela estátua do Dostoievski em Dresden</a>. Na verdade ela faz todo sentido, já que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fi%C3%B3dor_Dostoi%C3%A9vski#Carreira_liter.C3.A1ria_tardia">o escritor correu para lá com a mulher fugindo de credores russos</a>. Existe <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Omsk_Dostoyevskiy_Monument.jpg">uma outra bem mais altiva</a> em Omsk, mas gosto desse ar grave e um tanto mais consternado impresso na variante germânica. Claro que é a imagem clichê que se faz dele, atormentado até os ossos, mas me parece uma expressão um pouco mais autêntica do que o puro e simples ar divino. OK, talvez nem tão simples.</p>
<p>Tenho certa resistência com esculturas em geral, mas de alguma maneira as que retratam escritores me fascinam. Parecem sempre fora de lugar.</p>
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		<title>Fantasma sai de cena</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[exit ghost]]></category>
		<category><![CDATA[philip roth]]></category>

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		<description><![CDATA[Philip Roth conseguiu de novo. Um livro devastador e belíssimo na mesma medida. Tá custando 25 reais na Cultura, e deve ser lido no original. Faça esse favor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-101" title="Exit Ghost" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/03/n220532.jpg" alt="Exit Ghost" width="316" height="477" /></p>
<p>Philip Roth conseguiu de novo. Um livro devastador e belíssimo na mesma medida. <a title="Exit Ghost" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2529322&amp;sid=0018216191135552619862374&amp;k5=BA78B43&amp;uid=">Tá custando 25 reais na Cultura</a>, e deve ser lido no original. Faça esse favor.</p>
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		<title>Estante</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2007 12:36:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Criei um novo blog, onde publicarei alguns destaques de livros que já li. Apresento-os o Trechos Sublinhados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Criei um novo blog, onde publicarei alguns destaques de livros que já li. Apresento-os o <a href="http://big-muff.org/trechos/">Trechos Sublinhados</a>.</p>
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		<title>O espanta-diabo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Nov 2006 16:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas manifestações dedicadas a escritores que achei dignas de nota: Monumento di Nikolay Gogol a Villa Borghese (nenhum sentido uma estátua do Gogol na Itália); Dois idiotas posando com uma cópia de O Idiota (Dostoiésvki nunca quis ser francês, ao &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2006/11/o-espanta-diabo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas manifestações dedicadas a escritores que achei dignas de nota:</p>
<ul>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Gogol1.jpg">Monumento di Nikolay Gogol a Villa Borghese</a> <em>(nenhum sentido uma estátua do Gogol na Itália); </em></li>
<li><a href="http://www.readme.cc/image.php?l=32405">Dois idiotas posando com uma cópia de O Idiota</a> <em>(Dostoiésvki nunca quis ser francês, ao contrário de toda a Rússia);<br />
</em></li>
<li><a href="http://www.czechsite.com/images/MiRes/kafka.jpg">Kafka de cera</a> <em>(um tcheco se divertindo horrores).</em></li>
</ul>
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		<title>Réplica a Luiz Coronel</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Oct 2006 21:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiz uma incursão incidental na Feira do Livro ontem. Fui comprar um presente prum amigo depois do trabalho, e me deparei com todas aquelas barracas no meio da Praça da Alfândega. Esqueci que já tinha começado. A julgar pelo que &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2006/10/replica-a-luiz-coronel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiz uma incursão incidental na Feira do Livro ontem. Fui comprar um presente prum amigo depois do trabalho, e me deparei com todas aquelas barracas no meio da Praça da Alfândega. Esqueci que já tinha começado.</p>
<p>A julgar pelo que vi, visitar o local à noite é uma boa medida. O movimento estava bastante tolerável. Depois das 19h.</p>
<p>Num blitzkrieg favorável, consegui arrematar quatro títulos por apenas 20 reais nos balaios. Acho que dei sorte, porque o Morris West e aquela coleção da capa azul com todos os escritores clássicos que todo mundo já comprou pelo menos uma vez continuam dominando tudo. Levei Morte Em Pleno Verão, do Yukio Mishima, Mao II, do Don DeLillo e Fogo Pálido, do Nabokov (com capa dura).</p>
<p>Não cogito que se repita.</p>
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		<title>Descreva</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Sep 2006 17:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Considero A Sangue Frio uma leitura terrivelmente enfadonha. Lutei bravamente para chegar até o final do livro e, ao contrário do que costuma acontecer com grandes clássicos que me desafiam, não senti prazer algum ao terminar a última página. A &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2006/09/descreva/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considero <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=718704&#038;sid=200176528926408336115511&#038;k5=32062F07&#038;uid=">A Sangue Frio</a> uma leitura terrivelmente enfadonha. Lutei bravamente para chegar até o final do livro e, ao contrário do que costuma acontecer com grandes clássicos que me desafiam, não senti prazer algum ao terminar a última página.</p>
<p>A descrição minuciosa tem o grande dom de me irritar, exceto quando feita com oportunidade. Abomino <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=53026&#038;sid=200176528926408336115511&#038;k5=2DC35FF4&#038;uid=">Terras do Sem Fim</a> por trazer trechos de 10 páginas que falam sobre uma situação absolutamente desinteressante. Foi o que permeou de cabo a rabo minha impressão sobre a obra-prima do Novo Jornalismo. Tive a mesma sensação com o tenebroso <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=126550&#038;sid=200176528926408336115511&#038;k5=1E0372BD&#038;uid=">A Fogueira das Vaidades</a>. Entretanto, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gay_Talese">Gay Talese</a> sai-se muito bem em 90% das vezes, com exceção de alguns trechos documentais demais de <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#038;ProdTypeId=1&#038;ProdId=166691&#038;ST=SE">A Mulher do Próximo</a> (aqueles onde ele fala sobre todos os processos de atentado ao pudor dos tribunais norte-americanos).</p>
<p>Dando mais uma chance ao Capote, fui de <a href="http://www.ciadasletras.com.br/web_store.cgi?details=11607&#038;buy=yes&#038;cart_id=2803418.19321&#038;titulo_p_ini=%5eB&#038;pg_pesq=5&#038;slink=1">Bonequinha de Luxo</a>. É uma novelinha cativante, com narrativa fluida e ótimas marcações de personagens (o gato de Holly Golightly nunca vai sair da minha cabeça).</p>
<p>Para minha agradável surpresa, descubro que, assim como Talese, Truman não era um jornalista, mas na verdade um grande escritor. Defendo essa teoria há algum tempo: todos os idiotas do New Jornalism (incluindo Tom Wolfe) são jornalistas fazendo força para ser escritores e, na minha opinião, falhando miseravelmente. A exceção até agora era <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u43492.shtml">o grande</a>, que desde sempre fez literatura (apesar de usar as técnicas de reportagem).</p>
<p>Se a obra considerada máxima pelo próprio autor não me empolga, seus contos são o oposto. Com um realismo naturalista (se é que existe) que lembra muito Tchecov (se é que ele faz isso que eu não sei se existe), as outras histórias contidas em &#8220;Bonequinha&#8221; são um primor. Técnica, descrição e histórias cativantes.</p>
<p>O destaque é &#8220;Uma casa de flores&#8221;, sobre uma prostituta haitiana que se casa com um homem que vê pela primeira vez. Seus hábitos mudam completamente, e a vida a dois logo parece não corresponder ao que se imaginava. Perto do final do conto, ela é amarrada a uma árvore pelo próprio marido.</p>
<p>Pouco antes seria impossível imaginar que uma cena tão cruel pudesse se tornar a passagem mais bonita de todo o livro. E é nessa habilidade que reside a maestria de Capote.</p>
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		<title>Lima</title>
		<link>http://brunogalera.com/2006/08/analogias-que-devem-ser-banidas-da-literatura-musica-e-poesia-i/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Aug 2006 14:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Analogias que devem ser banidas da literatura, música e poesia &#8211; I  Comparar ondas e o mar avançando sobre a areia com línguas ou o ato de lamber. Ocorrências encontradas de cabeça: Gorki e Lulu Santos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Analogias que devem ser banidas da literatura, música e poesia &#8211; I </strong></p>
<p>Comparar ondas e o mar avançando sobre a areia com línguas ou o ato de lamber.</p>
<p><strong>Ocorrências encontradas de cabeça:</strong> Gorki e Lulu Santos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mário Quintana On Ice</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Aug 2006 01:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Venho acompanhando com certa curiosidade a discussão em torno da criação de cursos superiores para formar escritores. O que tem dado mais pano para manga é o da Unisinos, coordenado pelo poeta Fabrício Carpinejar. Alguns artigos foram suficientes para me &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2006/08/mario-quintana-on-ice/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Venho acompanhando com certa curiosidade a discussão em torno da criação de cursos superiores para formar escritores. O que tem dado mais pano para manga <a href="http://www.unisinos.br/formacao_especifica/escritores/">é o da Unisinos</a>, coordenado pelo poeta Fabrício Carpinejar.</p>
<p>Alguns artigos foram suficientes para me encher do mais profundo horror. Quase todos os argumentos são recheados de romantismo comunista de dar dó ou conservadorismo precoce não menos lamentável.</p>
<p>Com a última edição da <a href="http://www.aplauso.com.br/">Aplauso</a> chegando às minhas mãos justamente com o assunto na capa, resolvi tentar uma última incursão. Se fosse mais um material lamentável, eu iria largar de mão. Para minha sorte, a matéria saiu acima da média, ouvindo todos os lados e buscando o cerne da questão: qual o problema de existir um curso para formar escritores?</p>
<p>Começo pelos defeitos, que estão em menor número no texto do Fábio Prikladnicki. Mais exatamente, a pior parte está logo no parágrafo de abertura, com piadinhas absolutamente dispensáveis e algum preconceito que não combina com o que está nas outras páginas (grifos e caps lock meus):</p>
<blockquote><p>O caminho para se tornar um escritor é <strong>tortuoso e cheio de mistérios</strong>. Seria <strong>bem mais fácil se existisse simplesmente um vestibular para isso, certo</strong>? <strong>CERTÍSSIMO.</strong> A julgar por duas iniciativas no Rio Grande do Sul, essa realidade nunca esteve tao próxima dos<strong> aspirantes a Machado de Assis </strong>(&#8230;)</p></blockquote>
<p>É provável que eu não tenha pegado alguma ironia, mas isso me passou uma opinião totalmente dispensável e que faz pouco caso sobre o assunto que a própria matéria aborda melhor mais adiante.</p>
<p>O primeiro e bem-vindo acerto, que até agora não tinha visto outros textos sequer tocando, é bastante simples: faculdade de artes. Até agora só tinha deparado com coisas como &#8220;será possível formar escritores como se forma um engenheiro ou médico&#8221;? Esse argumento é fraco, porque só considera formações com áreas de atuação bem definidas como comparativo. Além disso, sob essa óptica, dá para questionar facilmente a existência de 90% da área de humanas.</p>
<p>A apresentação da Unisinos dá mais algum embasamento para a discussão:</p>
<blockquote><p>Com <strong>dois anos e meio </strong>de duração, o objetivo do curso é formar escritores e agentes literários <strong>empreendedores</strong>e <strong>inovadores</strong>, com domínio das técnicas de linguagem e mídia, além de uma sólida formação intelectual para interpretar o mundo, a tradição e a sociedade. O escritor formado na Unisinos terá capacidade para criar, formular livros e mediar entre diferentes públicos, planejar negócios e desenvolver produtos nas diversas áreas do mercado editorial e do cenário cultural.</p></blockquote>
<p>Fora o estilo marqueteiro já bastante disseminado, a ementa não diz nada demais. Serão oferecidas técnicas para o aluno ser escritor. Só que alguns enxergam nisso um plano malévolo da universidade em querer corromper a pureza do ofício. E mais: acham que um curso de dois anos e meio está vendendo que quem sair diplomado vai automaticante lançar um best-seller e, quiçá, entrar para a Academia Brasileira de Letras. Só posso creditar isso a obscurantismo, pedantismo e paranóia desvairada em níveis jamais expressados pelos cadernos culturais país afora.</p>
<p>Para exemplificar essa visão, duas declarações do José Castello dão o tom (grifos meus, de novo):</p>
<blockquote><p>Essa é <strong>mais uma ilusão </strong>criada em torno da <strong>expansão maluca na universidade brasileira desde a privatização levada a cabo pelo governo Fernando Henrique</strong>.</p></blockquote>
<p>Jesus Cristo, só faltou ele atribuir culpa ao FMI. Mas lembrou de algumas técnicas da Santa Inquisição e também conseguiu atribuir um caráter supra-divino à literatura:</p>
<blockquote><p>A literatura, <strong>mais do que as outras artes</strong>, trabalha com a <strong>palavra pura</strong> e o <strong>pensamento puro</strong>. O escritor não precisa de um pincel, nem de um violino [<em>sim, bando de desqualificados, esses pintores e músicos</em>]. <strong>Você tem de ter atributos que não se ensina</strong>. Tem de ter <strong>imaginação, por exemplo</strong>.</p></blockquote>
<p>Até onde eu saiba, qualquer ofício a que se dedica precisa não só duma porcaria de diploma, mas de talento e conhecimentos que não se ganha na universidade. Todo mundo necessita de técnica e teoria, sejam eles obtidos em aula ou qualquer outro lugar. Como Hemingway, que abusava da prática jornalística na sua ficção, e era um editor obsessivo com seu próprio material. Ninguém vai ser como ele apenas por freqüentar uma faculdade, mas alguém pode ser tão tolo ao ponto de dizer que essa condição vedaria a chance de surgir um escritor de verdade?</p>
<p>Poderia elencar diversos outros fatores: universidades como centros de treinamento, ao invés de locais para pesquisa e construção de conhecimento. É uma realidade que está cada vez mais solidificada (culpa do imperialismo e do George Soros, claro), seja de forma escancarada ou não, e parece não chocar mais ninguém. Ao contrário, pouca gente estranha, e ainda por cima é cada vez maior o incentivo para que toda a sociedade (qualificada ou não) integre quadros que sabidamente não são destinados a quem não quer (ou não precisa) estudar.</p>
<p>Mas isso tudo existe, inclusive as faculdades de comunicação. E ninguém questiona que elas formem comunicadores, o que é muito mais assustador.</p>
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		<title>Trachimbrod</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Apr 2006 01:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem assistimos Uma Vida Iluminada, adaptação para o cinema do livro do Jonathan Safran Foer. Achei fabuloso. A história, em si, que não é nada demais, realiza saltos epifânicos constantes pelo modo como é narrada. Os dois personagens ucranianos são &#8230; <a href="http://brunogalera.com/2006/04/trachimbrod/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem assistimos <a href="http://www.imdb.com/name/nm0504007/">Uma Vida Iluminada</a>, adaptação para o cinema do <a href="http://www.amazon.com/gp/product/0060529709/102-6724681-4879346?v=glance&#038;n=283155">livro</a> do Jonathan Safran Foer.</p>
<p>Achei fabuloso. A história, em si, que não é nada demais, realiza saltos epifânicos constantes pelo modo como é narrada.</p>
<p>Os dois personagens ucranianos são interpretados muito bem. O tradutor metido a rapper que inventa palavras em inglês faz um par perfeito com o avô que se passa por cego. O escritor em si, interpretado por Elijah Wood, fecha uma trinca quase mágica de almas que se conectam em busca de coisas que parecem diferentes, mas que acabam apontando para um mesmo objetivo.</p>
<p>Faço um aparte para o <a href="http://www.imdb.com/name/nm0504007/">avô</a>. Os olhos do senhor que às vezes insiste em escondê-los sob óculos de soldador são absolutamente profundos, de uma forma assustadora e bela. O clichê é horrível, mas olhar tem a mesma abrangência do enorme conflito do personagem. Foi só o que eu consegui pensar, na hora.</p>
<p>O final me deixou semi-catatônico e quase me levou às lágrimas. De alegria, por incrível que pareça.</p>
<p>Acho que isso é uma recomendação.</p>
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