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	<title>Bruno Galera &#187; Cotidiano</title>
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		<title>Video game é vida</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 14:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha memória mais antiga de uma partida de video game remete aos meus 4, 5 anos. Eu, meu pai e meu irmão jogando Odyssey ². Mais precisamente, o famigerado jogo da tartaruga. O passo seguinte foi um Phantom System. Um genérico do Nintendo Americano que permitia acesso a clássicos como o primeiro e insuperável Contra. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha memória mais antiga de uma partida de video game remete aos meus 4, 5 anos. Eu, meu pai e meu irmão jogando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnavox_Odyssey%C2%B2">Odyssey ²</a>. Mais precisamente, o famigerado <a href="http://gaming.wikia.com/wiki/Turtles">jogo da tartaruga</a>.</p>
<p>O passo seguinte foi um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Phantom_System">Phantom System</a>. Um genérico do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nintendo_Entertainment_System">Nintendo Americano</a> que permitia acesso a clássicos como o primeiro e insuperável <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Contra_(video_game)#Nintendo_Entertainment_System">Contra</a>. Tinha um colega de escola em São Paulo que possuía jogos originais que incluiam esse, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bubble_Bobble#Ports">Bubble Bobble</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Legend_of_Zelda">Zelda</a>. Nesse já me forçava a entender algum inglês, exercício que me levou mais tarde a frequentar bancas de aeroporto não só para esperar meu pai retornar de viagem, mas para adquirir uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Electronic_Gaming_Monthly">Electronic Gaming Monthly</a> de cinco meses atrás.</p>
<div id="attachment_1607" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/contra.jpg"><img class="size-medium wp-image-1607" title="contra" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/contra-300x262.jpg" alt="contra" width="300" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Facehuggers e um coração de alien: vitória.</p></div>
<p>Lembro de colocar o despertador para tocar às 5 da manhã para poder jogar <a href="http://jogosdenes.com.br/online/double-dragon-2-the-revenge">Double Dragon 2</a> por duas horas antes de ir para a escola. Lembro do dia em que estabeleci o recorde de oito horas seguidas jogando ao tentar terminar Contra sem o código de 30 vidas. Lembro que alguns jogos não faziam absolutamente nenhum sentido e eram praticamente impossíveis: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Teenage_Mutant_Ninja_Turtles_(1989_video_game)">Turtles</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=T1gibc18L8E">Predator</a> e o lendário <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PWasXufnYC0">Iron Sword</a>. Naquela época, era comum levar DOIS ANOS para chegar até o fim de algum jogo ou simplesmente desistir. Não havia acesso a guias, dicas ou códigos mirabolantes com a facilidade que se tem hoje (apesar do código da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Konami_Code">Konami</a>, eterno).</p>
<p>O Nintendo durou muito tempo, ainda. Mas a transição para os jogos de computador começou com o primeiro PC: um 286 AT com tela colorida, 33Mhz de clock, 512KB de memória RAM e 20MB de disco rígido. Um luxo lá pelo ano de 1990. Com isso, dava para rodar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Golden_Axe">Golden Axe</a> numa lentidão absurda e outros jogos adquiridos com o pirateiro oficial da Vasco da Gama, gentilmente apelidado de O Picareta. Forneceu matéria-prima até o advento do CD, quando alguns jogos começaram a pedir 30 ou mais disquetes e mídia virgem era um troço absolutamente impensável, quanto mais um gravador.</p>
<div id="attachment_1612" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/mnk2.jpg"><img class="size-medium wp-image-1612" title="mnk2" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/mnk2-300x187.jpg" alt="Dom Quixote: não li e dispenso" width="300" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Dom Quixote: não li e dispenso</p></div>
<p>Houve uma dupla de jogos com mais profundidade narrativa que posso tranquilamente definir como marcos. O primeiro, evidentemente, foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monkey_Island_2:_LeChuck's_Revenge">Secret of Monkey Island 2</a>. Foram meses, anos de imersão na melhor história já criada para qualquer video game. Quem jogou até hoje troca referências no dia-a-dia lembrando diálogos épicos ou passagens absurdas. Marco cultural é pouco, então fica bastante difícil explicar para quem não esteve lá. Alguns citam Pequeno Príncipe, O Apanhador No Campo de Centeio ou Feliz Ano Velho como obras chave para a adolescência. Se eu tivesse que responder um questionário, seria MONKEY DOIS, em CAPS LOCK, para desespero de professores de literatura.</p>
<div id="attachment_1604" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/alone-in-the-dark.jpg"><img class="size-medium wp-image-1604" title="alone-in-the-dark" src="http://brunogalera.com/wp-content/uploads/2009/10/alone-in-the-dark-300x187.jpg" alt="Eu não teria medo disso hoje em dia" width="300" height="187" /></a><p class="wp-caption-text">Eu não teria medo disso hoje em dia</p></div>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alone_in_the_Dark_(video_game)">Alone In The Dark</a>. Pela primeira vez tinha medo profundo de jogar alguma coisa à noite, e pavor absoluto de entrar na biblioteca onde se podiam pegar livros citando <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cthulhu_Mythos">O Mito de Chtulhu</a> enquanto se fugia de um monstro desgraçado NO ESCURO. A coisa era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qHRXxRvZSeU&amp;feature=related">realmente encagaçante</a> e foi vergonhosamente apropriada no primeiro jogo da série <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Resident_Evil_(jogo_eletr%C3%B4nico)">Resident Evil</a>.</p>
<p>Hoje me pego jogando Guitar Hero na sala e penso nisso tudo. Video game virou para mim muito mais um lazer do que uma experiência religiosa. Mas a carga do passado estará sempre presente e inevitavelmente voltará em textos nostálgicos como esse.</p>
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		<title>Diário do padre irlandês</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 16:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje participei da minha primeira prova de corrida desde que comecei, aos trancos e barrancos, meus treinos amadores em dias aleatórios da semana. Primeiro, três vezes por semana na esteira da academia. Depois, comprei um tênis decente e fui para a rua, experiência infinitamente superior em todos os sentidos. Incentivado por um amigo, me inscrevi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje participei da minha primeira prova de corrida desde que comecei, aos trancos e barrancos, meus treinos amadores em dias aleatórios da semana. Primeiro, três vezes por semana na esteira da academia. Depois, comprei um tênis decente e fui para a rua, experiência infinitamente superior em todos os sentidos.</p>
<p>Incentivado por um amigo, me inscrevi para o trajeto de 5km, e tratei de pôr em prática meu objetivo primordial: chegar vivo ao fim do percurso. Parado há mais de dois anos em atividades aeróbicas, todo cuidado é pouco.</p>
<p>O resultado foi melhor do que esperava. Cheguei dois minutos abaixo do tempo que fiz no meu último treino, provavelmente motivado pelo fato de que eu não me arrastava no asfalto como esperava. Ultrapassar um monte de gente deve ter algum efeito psicológico que me fez seguir adiante um pouco mais determinado que de costume.</p>
<p>O evento em si foi ótimo, com umas 3 mil pessoas participando. Entre diletantes como eu e o pessoal dedicado ao ofício, identifiquei a nova seita dos grupos de corrida. Não generalizo e até considero participar de um desses para melhorar meu treinamento, mas me parece por demais bizarro o Orkut vivo que se tornam esses agregados. Claramente alheios ao esporte em si, centenas estavam lá apenas para ser vistos por sabe-se lá quem. Não censuro quem encontra conforto social dessa maneira, só acho meio esquisito. Mas enfim, eu sou o narigudo que estava de bermuda até o joelho e com o número de participante colado na camiseta na altura do pescoço.</p>
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		<title>Violento mocotó</title>
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		<pubDate>Sat, 30 May 2009 21:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente um tempo propício a uma boa terrina de mocotó. Tive grande bloqueio com o prato até os dezoito anos, se não me engano. Comi na adolescência alguma versão desastrosa que me traumatizou por anos. Posso dizer hoje que é uma das minhas iguarias favoritas. Torço para a época onde os botecos ostentam placas orgulhosas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente um tempo propício a uma boa terrina de mocotó.</p>
<p>Tive grande bloqueio com o prato até os dezoito anos, se não me engano. Comi na adolescência alguma versão desastrosa que me traumatizou por anos. Posso dizer hoje que é uma das minhas iguarias favoritas. Torço para a época onde os botecos ostentam placas orgulhosas com o famigerado anúncio <em>HOJE TEM MOCOTÓ</em>.</p>
<p>Por alguns anos, sempre me referi ao tradicionalíssimo VIOLENTO MOCOTÓ do <a href="http://www2.portoalegre.rs.gov.br/mercadopublico/default.php?reg=24&amp;p_secao=30">Bar Naval</a>, centenário estabelecimento localizado no Mercado Público de Porto Alegre. Trabalhando no Centro, era rica a temporada onde podia combinar com os amigos de traçar um prato fumegante a apenas algumas quadras de distância.</p>
<p>Depois, migrei para o fabuloso Bar e Restaurante Beverlly Hills II, que fica na esquina da Riachuelo com a Bento Martins. Também no Centro, o estabelecimento tem o diferencial de contar com um estupendo (e baratíssimo) buffet de comida caseira durante o resto da semana. Além da presença do proprietário NECO, que não escondia o orgulho de comercializar a deliciosa comida feita por sua mulher. Mais de uma vez fui lá sozinho e tive que apelar para o fiado, o que nunca representou problema para os desprevenidos que eram clientes assíduos do local.</p>
<p>Com a chuvarada de hoje e o frio aumentando, especulo onde deverei saborear o primeiro mocotó do ano. Morando na zona norte e sem carro, estou pensando em achar algo a pouca distância de uma caminhada. Não fracassarei.</p>
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		<title>Freio torpedo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 01:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[adrenalina]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo urbano]]></category>

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		<description><![CDATA[Relembrei períodos da minha infância no último sábado ao andar de forma frenética com minha bicicleta pela vizinhança. Saí com os dois pneus murchos rumo ao posto, onde sujei minhas mãos de graxa operando a bomba de ar eletrônica que não faz muito sentido. Devidamente calibrado, comecei a dobrar esquinas aleatórias, descendo numa velocidade um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Relembrei períodos da minha infância no último sábado ao andar de forma frenética com minha bicicleta pela vizinhança. Saí com os dois pneus murchos rumo ao posto, onde sujei minhas mãos de graxa operando a bomba de ar eletrônica que não faz muito sentido. Devidamente calibrado, comecei a dobrar esquinas aleatórias, descendo numa velocidade um pouco acima do recomendado para se manter a integridade física quando não se está trajando um capacete. Vi homens fortes recolhendo poodles do caminho e mães censurando minha presença um tanto ágil em torno de suas crianças. Fato é que guiei com toda segurança que sempre tive, usando os dois freios de forma equilibrada e nunca, jamais descendo da calçada para ficar mais perto dos carros. A arte de driblar arbustos, animais, pessoas, buracos e pular um meio-fio se mantém intacta, mesmo quando não se pratica há anos. Poucas coisas proporcionam tamanha sensação de liberdade e satisfação quanto uma subida impossível de continuar pedalando. É no que eu gosto de acreditar.</p>
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		<title>Passando por cidadão</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 12:27:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
		<category><![CDATA[hospital]]></category>
		<category><![CDATA[infecção]]></category>
		<category><![CDATA[jaleco]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha cruzada contra médicos que almoçam de jaleco e estetoscópio começou. Mandei o seguinte e-mail para a administração do Hospital São Lucas na última sexta-feira, 24/04: Boa tarde, Gostaria de fazer uma reclamação envolvendo a conduta de funcionários deste hospital. Freqüentemente, almoço no restaurante Vila Olímpica, no Parque Esportivo da PUC. Em todas as oportunidades, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha cruzada contra médicos que almoçam de jaleco e estetoscópio começou. Mandei o seguinte e-mail para a administração do <a href="http://www.hospitalsaolucas.pucrs.br/">Hospital São Lucas</a> na última sexta-feira, 24/04:</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Boa tarde, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Gostaria de fazer uma reclamação envolvendo a conduta de funcionários deste hospital. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Freqüentemente, almoço no restaurante Vila Olímpica, no Parque Esportivo da PUC. Em todas as oportunidades, é constrangedor perceber médicos adentrando o recinto trajando seus jalecos e, por incrível que pareça, alguns com seus estetoscópios no pescoço. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O próprio restaurante oferece cabides para os jalecos e emite alertas sobre essa conduta, deixando claro se tratar de uma portaria do Ministério da Saúde. A lei existe, mas a educação e a ética profissional deveriam vir antes à mente destes profissionais que tratam da saúde pública. Instrumentos e vestimentas utilizados na interação e inspeção com pacientes não deveriam sair do espaço físico de consultórios e ou salas de cirurgia. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Como cliente do restaurante e também utilizador dos serviços do hospital São Lucas, gostaria de deixar registrada minha reclamação. Se o hospital não providencia armários para que os médicos deixem seus aparatos de trabalho, que ofereça alternativas e uma campanha de conscientização dos menos educados. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Obrigado, </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Bruno Galera</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">51 xxxx-xxxx</span></p>
</blockquote>
<p>Obviamente, nenhuma resposta até agora. Esperarei até o fim da semana para começar o blitzkrieg. Enchi o saco de tanta demência.</p>
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		<title>Avaliação Sunga</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 19:24:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho um bilhete manuscrito com o título acima. Inclui também uma data e horário, além de um valor que fecha o texto. Se isso estivesse perdido na mesa de qualquer pessoa, eu certamente teria um colapso de tanto rir. O papel traz instruções para que eu possa riscar uma das metas de 2009, que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um bilhete manuscrito com o título acima. Inclui também uma data e horário, além de um valor que fecha o texto. Se isso estivesse perdido na mesa de qualquer pessoa, eu certamente teria um colapso de tanto rir.</p>
<p>O papel traz instruções para que eu possa riscar uma das metas de 2009, que é voltar a fazer academia e/ou nadar. Como ainda estou fazendo exames para determinar se meu ombro realmente está esfarelado para as piscinas, começarei apenas com os ferros. De volta a 2002, onde pesava os mesmos 77 quilos, só que com uns 9 a menos de gordura.</p>
<p>Esperança, teu nome é supino.</p>
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		<title>Factóides sortidos</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 12:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava dirigindo ontem pela BR-101 que, no trecho entre Terra de Areia e Osório, é uma das estradas mais bonitas que há. Enormes vales cheios de figueiras, rios e lagoas, plantações de banana na encosta de morros cobertos por nuvens e raios esporádicos de sol. Sempre fico feliz quando opto por seguir por ela, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava dirigindo ontem pela BR-101 que, no trecho entre Terra de Areia e Osório, é uma das estradas mais bonitas que há. Enormes vales cheios de figueiras, rios e lagoas, plantações de banana na encosta de morros cobertos por nuvens e raios esporádicos de sol. Sempre fico feliz quando opto por seguir por ela, porque jamais me decepciono com os contornos da paisagem.</p>
<p>Encostamos no pior restaurante do universo, onde comi um salgado assado de carne totalmente murcho. Como toda parada de viagem, o café era adoçado <em>porque é de beira de estrada</em>, declaração que veio da boca da própria atendente. Gostei da honestidade e nem me incomodei, até porque estavam à venda um boné com a inscrição <em>CHICAGO</em> que trazia uma imagem da estátua da liberdade ilustrada. Mais fantástica ainda era uma sacola azul com os dizeres <em>GRÊMIO CAMPEÃO BRASILEIRO 2005</em>. Ápice do realismo fantástico.</p>
<p>Big-muff.org não existirá mais. Todo mundo deve cair aqui a partir de agora. Mesmo com redirecionamentos automáticos, acho bom atualizar seus favoritos e/ou feeds.</p>
<p>Esse é o novo começo. 2009 promete, vindo de um 2008 absolutamente cheio de novidades. E já começou.</p>
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		<title>Pudim no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 02:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem mora em Porto Alegre já deve estar abismado com a umidade colossal que se abateu por aqui. Neblina, coisas secas aparecendo molhadas, coisas molhadas que jamais secam. É o padrão anual neste pântano-cidade. Só que existe uma coisa que vem me preocupando bastante: livros. Alguns estão começando a manchar. Outros, mesmo com capa dura, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem mora em Porto Alegre já deve estar abismado com a umidade colossal que se abateu por aqui. Neblina, coisas secas aparecendo molhadas, coisas molhadas que jamais secam. É o padrão anual neste pântano-cidade.</p>
<p>Só que existe uma coisa que vem me preocupando bastante: livros. Alguns estão começando a manchar. Outros, mesmo com capa dura, claramente estão com as páginas amassando sozinhas.</p>
<p>Pergunta: alguém sabe e toma medidas preventivas contra umidade em suas bibliotecas? Aqui em casa compramos desumidificadores para colocar nas prateleiras (esses de supermercado), mas não boto muita fé que vençam a batalha sozinhos. Achei algumas recomendações pelo Google (trocar os livros de lugar periodicamente, evitar colocá-los perto demais um do outro, etc), mas gostaria de conhecer mais algumas opiniões por aí.</p>
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		<title>Paracetamol é uma farsa</title>
		<link>http://brunogalera.com/2007/05/paracetamol-e-uma-farsa/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:31:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma panqueca fria num buffet caro, em pleno feriado, não poderia ser um bom indicativo. Relevei, resignado, e consumi a refeição até o final. Comi uma torta de bolacha molambenta e voltei para casa, onde passei o dia sem fazer absolutamente nada. Eis que quarta-feira passo a perceber a chegada da hecatombe. Diarréia, ok. Cansaço, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma panqueca fria num buffet caro, em pleno feriado, não poderia ser um bom indicativo. Relevei, resignado, e consumi a refeição até o final. Comi uma torta de bolacha molambenta e voltei para casa, onde passei o dia sem fazer absolutamente nada.</p>
<p>Eis que quarta-feira passo a perceber a chegada da hecatombe. Diarréia, ok. Cansaço, ok. Daí a passar a noite viajando de febre, ir ao hospital na manhã seguinte, tomar Buscopan na veia e perder o casamento da minha prima em Paraty foi realmente inesperado.</p>
<p>A ruína completa de uma gastrointerite é que ela afeta tudo. Parece uma baita gripe, daquelas de derrubar sequóias, mas é ainda pior. Chegou ao ponto de eu tomar dois goles de água e já precisar ir ao banheiro. Dormi toda a tarde de ontem e, quando levantei, só consegui lavar a louça antes de desabar de novo.</p>
<p>Hoje acordei totalmente mendigo e resolvi não dar chance para o visual doente. Tomei banho, fiz a barba, coloquei uma roupa limpa. É incrível como essas pequenas coisas fazem a pessoa realmente se sentir melhor.</p>
<p>Uma coisa que aprendi: jamais comprarei remédio de novo sem pesquisar em pelo menos três farmácias, antes. Paguei R$ 8,90 por um antibiótico na frente da Santa Casa. Hoje, quando saí para dar um volta na quadra, aproveitei para levar mais uma caixinha, necessária para o tratamento de 10 dias. Preço? R$ 6,20. Se existe indústrias que darão rios de dinheiro nos próximos anos, tenho certeza que a farmacêutica vem em primeiro lugar.</p>
<p>Fazendo uma ciranda cronológica, lembro de outra coisa bizarra que aconteceu enquanto eu aguardava o diagnóstico no hospital. Depois de ser muito bem atendido por três médicos diferentes, a chefe estava com meus exames na mão. Pediu para eu esperar numa salinha e foi se reunir com outros colegas. A MEIO METRO DE MIM, só podia ouvir coisas como &#8220;tem certeza que uma curva assim não pode representar xxxxxx&#8221;? &#8220;Não, isso seria um comprometimento hepático muito menos xxxxxx e o que ele tem parece ser xxxxx&#8221;.</p>
<p>Jesus Cristo, debatam sobre as possibilidades da minha saúde, mas longe de mim. Quando a mulher retornou, eu já estava me imaginando com um CHAMBRE DE MADEIRA.</p>
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		<title>Você se importaria em perturbar o padre?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2007 19:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Galera</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto brisas de mudanças chegando com uma freqüência um pouco mais insistente do que eu imaginaria. Ou com mais freqüência do que eu procuraria? Está aí uma questão a ser observada ao longo dos próximos dias. O friozinho com sol é um dos poucos orgulhos que Porto Alegre, como cidade, pode me dar. Só saindo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto brisas de mudanças chegando com uma freqüência um pouco mais insistente do que eu imaginaria.  Ou com mais freqüência do que eu procuraria? Está aí uma questão a ser observada ao longo dos próximos dias.</p>
<p>O friozinho com sol é um dos poucos orgulhos que Porto Alegre, como cidade, pode me dar. Só saindo para a rua e caminhando para comprovar. Não sendo assim, vidraças seguram tudo e por muito pouco não sufocam. Às vezes o ar-condicionado também falha, e aí só respirando com parcimônia para não suar.</p>
<p>Me vem à cabeça uma música do Beck que, se não tivesse virado hino geek dos anos 90, poderia descrever perfeitamente a situação. Ou será que ainda pode?</p>
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