Tour de force gamístico

Double Dragon II

Desde que adquiri meu Nintendo DS, tenho percebido que continuo não acompanhando muito as tendências quando o assunto é videogame. Jogar em rede definitivamente não é algo que me atrai, e até mesmo o ímpeto de duelar com outra pessoa no mesmo recinto não me é mais muito atrativo.

Jamais joguei Doom contra outros jogadores. Também não o fiz com outros jogos que popularizaram o universo multiplayer, como Duke Nukem 3D e Quake. Sempre dei atenção somente ao modo single player de qualquer título em primeira pessoa, e geralmente fazia questão de ignorar parágrafos em resenhas que comentavam as opções de partidas em grupo. Não era algo que me dizia respeito, não tinha interesse em conhecer. Simples assim.

Talvez isso justifique minha predileção por gêneros tradicionalmente individualistas: side-scrollers, adventures, RPGs, shooters. Alguns desses, se não todos, sequer possuíam a opção de deixar mais gente jogar. Confesso que me diverti algumas vezes jogando Goldeneye com quatro controles e muita cerveja, mas não lembro de ter durado mais do que duas noites chuvosas na praia.

Tenho o Mario para DS, e já deve estar chegando meu Castlevania. Sei que eles possuem modos para jogar em grupo via wi-fi, mas inconscientemente esqueço o console todos os dias quando meu colega pede para trazê-lo.

Apesar de gerar uma grande sociabilidade, jogar videogame é, para mim, uma experiência extremamente individual. Foi sozinho que quebrei um controle transparente na parede enquanto tentava terminar o Street Fighter II Turbo no nível 7. Sozinho tomei alguns dos maiores cagaços da minha vida em Alone In The Dark. Sozinho joguei Final Fantasy VI durante três meses, umas seis horas por dia. Sozinho estava quando acordava às 5:30 para poder jogar um pouco de Double Dragon II antes de ir para o colégio.

Apocalipticamente, temo o dia em que o modo de um jogador seja só uma opção que os desenvolvedores serão obrigados a disponibilizar para cumprir tabela. Emulação e o próprio DS me nutrirão de jornadas solitárias ainda por um bom tempo, mas que virão embutidas de uma desconfortável nostalgia.

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0 Responses to Tour de force gamístico

  1. Patrick says:

    Acho que depende muito do jogo multiplayer, a maioria realmente não oferece grandes atrativos pra quem está acostumado com console. Precisei largar os consoles e migrar pro PC pra começar a jogar online, o brabo é que no final das contas tu tá viciado de novo (no meu caso no Project Reality, um MOD de BF2).
    O Mojo tinha a mesma opinião que tu e acabou entrando num CLÃ de MoH. hshs

    Abraço

  2. Mojo says:

    Eu fui de um clã de *CoD2*, maldito herege :-P

    E é verdade, foi só eu começar na brincadeira que fui totalmente sugado. Fugi correndo uns meses depois, porque tenho contas a pagar e sou obsessivo demais.

    Continuo preferindo single player, mas multiplayer é legal. Especialmente se todos os oponentes estão na frente do console. Mighty fun, it is.

    E, pensando bem, isso é divertido desde Combat do Atari 2600, um dos 50 melhores games de todos os tempos.

  3. xerxenesky says:

    Comprou um DS?
    Só tenho uma coisa para te dizer:
    WARIOWARE.
    É o dadaísmo aplicado ao videogame. Grande jogo.

    E sidescrolles de dois era tri legal. Co-op no Streets of Rage 2.

  4. Mojo says:

    beat’em up em co-op > vida

  5. Mojo says:

    (Por sinal, se tu estiver a fim de jogar um beat’em up SARADO no DS, te empresto meu Viewtiful Joe Double Trouble. Não é JOGÃO como os VJ de console, mas a criança brinca e se diverte de forma sadia).

  6. Bruno Galera says:

    Massa, não conheço esse. Aceito de bom grado.

    Mas hoje chegou meu Castlevania. Já dei uns espadaços a esmo. A ver.

    Também dá pra espetar um joystick usb no notebook e fazer um Vendetta com uma ficha, PRA VIRÁ.

  7. Daniel Galera says:

    Return Fire do 3DO com dois jogadores > Universo

    Remake para Wii AGORA.

  8. Mojo says:

    Qual Castlevania, Bruno? O Dawn of Sorrow é bem legal, mas não gostei muito do Portrait of Ruin.

    E o Return Fire chegou, Galera. Só falta conseguir os dois controles de 3DO ;-)

  9. nego says:

    hjusoidhjajdn. é sério, esses subtítulos?
    genial. nada poderia ser mais focado para metaleiros.

  10. Bruno Galera says:

    É o Dawn of Sorrow. Estou começando a gostar bastante.

    Quando posso pegar aquele beat ‘em up contigo?

  11. Roger says:

    “Apocalipticamente, temo o dia em que o modo de um jogador seja só uma opção que os desenvolvedores serão obrigados a disponibilizar para cumprir tabela.”

    alarmismo gratuito, meu caro. isso nunca vai acontecer, acredito que a grande onda com jogos excessivamente voltados pro multiplayer seja justamente isso mesmo… uma ONDA. popularizada extensivamente por joguetes do tipo CS e afins.

    goldeneye em multi é OURO p’sero.

  12. Bueno says:

    “..já deve estar chegando meu Castlevania…” quer dizer que tu usa cartuchos originais?

    Corajoso.

    Tenho apenas Mario kart original, porque veio com o DS, em compensação, tenho os primeir 300 jogos do DS em um DVD e outros sortidos no HD.

    Flash Car = Melhor investimento pra um DS.

  13. Bueno says:

    quis dizer “Flash Card”

  14. Bruno Galera says:

    Sim, Bueno. Enquanto tiver como pagar, quero me manter digno diante dos desenvolvedores e pagar direitinho pelos meus jogos originais, com manual e caixinha. Um pouco de orgulho, um pouco de fetiche, mas por enquanto acho o certo.

    E tem outro lance: comprando jogos caros, um a um, valorizo mais minhas escolhas e usufruo melhor dos títulos. No passado já sucumbi ao excesso de oferta (quando minha mãe tinha uma locadora de games). O resultado foi ter me desinteressado completamente por videogames em toda a safra Playstation 2. Agora que estou voltando.

  15. Bueno says:

    Acho dignos teus motivos.

    É que cento e poucos reais é demais pra mim.

  16. Mojo says:

    Bueno, existe uma coisa chamada Ebay. Eu basicamente só jogo com originais nos três consoles para os quais ainda compro jogos (DS, PS2* e GC), tudo comprado no Ebay. Não pago mais de 80 reais por jogo, e no máximo 65 por jogo de DS. Vale a pena, especialmente pra quem tem instinto COLECIONADOR.

    * Sim, tenho o glorioso ÚNICO PS2 TRAVADO DO BRASIL, com uma saudável coleção de originais. Alguns comprei lacrados por seis reais. Ebay = céu.

  17. Mojo says:

    Nego: Sim, eu pensei exatamente isso ao digitar os subtítulos. GAMING ANGST FTW! :D

    Bruno: É muito bom. Pra canhotos é meio foda trocar de mão pra pegar a stylus na hora dos combates com os chefões, mas vale a pena. Obviamente, como em TODOS OS CASTLEVANIA DESDE O MSX, não consegui ZERAR. Mas cheguei perto. E pra pegar o Viewtiful Joe é só combinar. MANDA UM FAX, BOTEI BUBINA NOVA AMIGO.

  18. Bruno Galera says:

    Mojo, fala mais sobre comércio no Ebay, sendo BAIÚCHO. Como rola o pagamento? Existem fontes específicas e mais seguras de onde comprar? A entrega para a América Latina é de fé?

    Jamais comprei nada no Ebay, e temo muito o Mercado Livre (apesar de já ter comprado coisas lá de pessoas totalmente anônimas). No entanto, jogos de DS abaixo dos 100 reais me soa muito, muito atrativo.

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