Esse filme deve ter ficado em cartaz só uma semana em Porto Alegre. Lembro de ver o trailer e pensar que seria mais uma paródia séria de Lolita, mas não é bem o caso.
A diretora Rebecca Miller tem muito tato para conduzir uma história que tem muito mais a ver com utopias que desmoronam com a ação do tempo do que com insinuações de incesto, como sugere a prévia. Além disso, há a tolerância que é descoberta depois de décadas de valores rígidos, teoricamente em prol da liberdade e da preocupação com o meio-ambiente.
Jack e Rose, pai e filha que são os últimos remanescentes de uma comuna hippie, começam a ter uma relação tumultuada quando o tutor introduz sua até então desconhecida namorada à convivência familiar. Acompanhada dos dois filhos, ela desperta um ciúme vingativo que abalará toda a harmonia construída até então.
A fotografia do filme é excelente, com cores fortes e granuladas. A trilha sonora é praticamente só Bob Dylan, sincronizado com perfeição.

Bá, lamentei muito ter perdido isso.
Deviam ter avisado que era com o maior ator vivo.
Vi no DVD. Corre lá.
E, apesar de irlandês, ele tá com um sotaque scottish de matar (o personagem é um escocês que veio morar nos EUA).
Tá em cartaz no Telecine