Trachimbrod

Ontem assistimos Uma Vida Iluminada, adaptação para o cinema do livro do Jonathan Safran Foer.

Achei fabuloso. A história, em si, que não é nada demais, realiza saltos epifânicos constantes pelo modo como é narrada.

Os dois personagens ucranianos são interpretados muito bem. O tradutor metido a rapper que inventa palavras em inglês faz um par perfeito com o avô que se passa por cego. O escritor em si, interpretado por Elijah Wood, fecha uma trinca quase mágica de almas que se conectam em busca de coisas que parecem diferentes, mas que acabam apontando para um mesmo objetivo.

Faço um aparte para o avô. Os olhos do senhor que às vezes insiste em escondê-los sob óculos de soldador são absolutamente profundos, de uma forma assustadora e bela. O clichê é horrível, mas olhar tem a mesma abrangência do enorme conflito do personagem. Foi só o que eu consegui pensar, na hora.

O final me deixou semi-catatônico e quase me levou às lágrimas. De alegria, por incrível que pareça.

Acho que isso é uma recomendação.

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0 Responses to Trachimbrod

  1. IS THE SHAQ A JEW?

    Não li o livro, mas achei o filme bem bom, também. Não entendi por que tanta gente achou meia-boca. É engraçado pra caralho, e tem vários momentos lagriminha. Tem uns excessos de diretor estreante, às vezes fica um pouco arrastado, mas nada gritante.

  2. Bruno Galera says:

    Também não li. Acho que é um dos clássicos casos de ver o filme primeiro, achar bom, ler o livro, achar excelente e rever o filme, chorando.

  3. Wagner says:

    A Fazenda de Girassóis é um local inacreditável.

    W

  4. ânderson says:

    também não entendi porque há tantas críticas negativas sobre o filme. li “Tudo se Ilumina” depois de ter assistido o filme, e gostei bastante, mas não acho que o filme tenha ficado devendo qualquer coisa.

  5. Parada says:

    O livro é sensacional.

    Vírgula = choro

  6. mário says:

    queria ver, mas quando sobrou tempo já tinha saído da casa de cultura. viu no cinema? se sim, onde é que ainda tá passando? desculpas adiantadas pelo momento ‘utilidade pública’.

  7. bgalera says:

    Assistimos em DVD, mesmo. Aliás, quando tava passando na CCMQ, já estava disponível também nas locadoras.

    Eu tirei na Zero, que é ali na João Wallig.

  8. Mojo says:

    *hahaha*

    cada vez que eu leio “locadora” tenho uma crise de riso, não repara.

    lembro na hora daqueles GORROS GIGANTES que os grunges usavam em 92, lembra?

    ahn, não precisa responder.

  9. tony says:

    É curiosa a banda de PUNK CIGANO do Eugene Hutz, o ucraniano de inglês bizarro. Se chama “Gogol Bordello” e talvez venha para o Tim Festival.

    JONFEN!

  10. Kleber Gaspar says:

    O filme é de uma densidade poética poucas vêzes atingida por grandes cineastas como Goddard, Bergmann ou Vittorio de Sica.

    A mensagem final é superior a tudo o mais que filmes que relatam tragédias costumam evocar. A vida vale a pena…pois tudo é iluminado.

    Kleber Gaspar

  11. francisco says:

    Terminei de ler o livro ontem. Chorei de rir pelas primeiras duzentas paginas e fiquei me segurando pra nao chorar de tristeza absoluta em todo o resto. De todos os livros “judeus” que falam sobre a guerra poucos me deram tamanho entendimento do horror que foi aquilo. Altamente recomendavel.

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